Voar

Junho 30, 2008

“Nossa esse blog ta mais parado que a mãe do pedrão.” André discursando sobre o blog e fazendo uma piada muito boa sobre a minha mãe que está com a perna quebrada.

Mas não é sobre o ostracismo desse blo que venho falar hoje!

Galera, hoje eu voei!!! Sério foi foda demais, fui voar de parapente, puta que pariu é muito bom!!!!!!

Foi aquelas coisas de momento, meu amigo chegou semana passda perguntando se eu queria ir e obviamente eu quis (sempre quis voar), o proximo passo é para-quedas!!! hehehehe mas isso deve demorar.

Mas então vamos ao meu relato:

Sai de casa as 9 da manhã pra ta em são conrado as 9:40 sendo que ainda tinha que buscar 2 pessoas, uma amiga e um amigo meu que tambem iam voar, uma tava na usina e o outro em botafogo. Beleza deu tempo! mas o foda foi ter que esperar os maratonistas passarem pra eu poder passar com o carro, ê gentinha lerda! (detalhe isso depois de 25km percorridos).

Chegando lá fomos falar com o sujeito que ia nos levar lá pra cima, mó tiozão de uns 40 anos!, alias a maioria era por aí mesmo, aí ele disse que, reparem no capitalismo operando, alem de pagar o vôo, tinhamos que pagar uma taxa no clube lá, o “clube” era uma casinha que ficava lá do lado do campo de aterrissagem. Mas beleza, tá na agua é pra se molhar né.

Tudo acertado, fomos subir pra pedra bonita, entramos todos em um jipe que eu com toda a minha boçalidade não consegui fechar a porta, pra vocês terem noção, mas faz parte da aventura e eu sinceramente achei que tinha hora que a gente não is conseguir subir.

Chegando la em cima primeira coisa que me espantou o tamanho da mochila que fica um parapente, é muito grande! e o que me espantou mais ainda era o tamanho das canelas dos neguinhos carregando elas escadaria acima! putz eu caia pra tras na certa, alem de fuder com a minha coluna obviamente.

Chegando la na rampa, eu na minha inocencia achei que parapente, assim como asa delta se decolava da rampa, mas na verdade o parapente decola em baixo da rampa de asa delta! e eu achando que aquele bando de pessoas la embaixo só estava apreciando a paisagem…

Beleza fomos lá pra baixo e nos equipamos, todo mundo confortavel com seus equipamentos, menos eu é claro, tipo qualquer equipamento padrão fica pequeno em mim! uma merda! No parapente você vai meio que numa cadeirinha que é a sua mochila, na maioria dos casos essa cadeirinha não fica gurdada no seu corpo mas no meu, eu achava que tinha me cagado legal com aquela parada na minha bunda!

Decolagem, a decolagem de parapente rola da seguinte maneira: você espera o vento, se ele não vier, você não decola, ponto. E ainda tem mais, como era vôo duplo alem de ter um cara atras de mim eu ainda tinha que correr, tipo treinamento de futebol, onde você corre com alguem te segurando, mas o detalhe é que nesse caso você vai correndo morro abaixo, mas tranquilo, corri.

E quando achei que tinha decolado, descobri que tinha que correr mais. Aí sim decolamos!

Cara que sensação… putz é muito bom! Não vou falar que me senti uno com a natureza, isso é idiotice, mas é muito bom!!!

Aí to eu lá, relaxando, tomando cuidado pra não deixar a camera da minha namorada cair lá de cima… já pensou cai em cima de alguem? “WTF!!! Pombos agora usam maquina digital???”

Então o Galo, esse era o nome do meu “piloto” (e eu pensando mas galo não voa!! fudeu!!!), ele perguntou se eu queria ver uma manobra, ÓBVIO!!!! então ele puxa só um lado da asa fazendo a gente descer num parafuso onde o parapente fica quase na horizontal!!! Muito foda!!! (na minha cabeça nesse momento só tinha um pensamento: não deixa a camera cair, não deixa a camera cair!). Aí então quase que a gente fez um lance meio que pilotwings, só vejo o sujeito indo em direção ao túnel e eu pensando, “entra nele, entra nele”, mas não entrou, droga!

Aterrissagem, ele me pega e diz, é só ir andando normalmente quando aterrissar. Porra! é impossivel isso! Primeira vez que ando num treco daqueles eu to descendo e ta rápido!!! como eu vou andar normalmente?? Mas eu tentei, e escorreguei e caí de bunda no chão.

E to doido pra repetir tudo de novo!


Indicadores do fim do mês

Maio 29, 2008

Eu, como INFELIZMENTE não sou abastado, sofro de um problema que muitos devem reconhecer: a época de vacas magras no fim do mês. Em especial no quesito porcarias.

Bateu uma fominha ainda há pouco. Pensei no que eu poderia comer: um sanduíche? Não, muito trabalho pra fazer. Um fruta? Tenho comido muita fruta ultimamente… isso não deve fazer bem. Uma saladinha? … Um biscoito? Perfeito! Só dá trabalho de ir até o armário buscar (perfeito mesmo seria se alguém me trouxesse ele, já aberto - sempre me enrolo com aquelas fitinhas vermelhas que não funcionam). E lá fui eu buscar o pacotão no armário!

Chegando na cozinha, vi um pacote aberto de Tortinha sabor Limão. Pensei comigo mesmo: FUDEU! Ninguém come Tortinha sabor Limão se tem opção melhor. E quase tudo é melhor que biscoito de limão. Até biscoito de quindim (isso existe. E é razoavelmente gostoso). Cheguei no armário temendo o pior.

Cavuca daqui, fuça de lá, e depois de muito descartar os biscoitos mega-genéricos que meu pai insiste em comprar (ele compra uns troços tipo Hipopó sabor Manga), encontrei um pacote de Waffer de chocolate (de marma genérica, é claro) escondido embaixo de uns pacotes de miojo (também genéricos. Os miojos de verdade já foram consumidos há umas 2 semanas), o que fez a felicidade da minha tarde.

P.s.: O biscoito Hipopó existe mesmo (E é uma bosta, na minha opinião). O sabor “manga” eu inventei.

 


Mendicância

Maio 27, 2008

Estava eu hoje voltando do treino quando me chega um menino de rua devidamente caracterizado com o chapeu de palha, fazendo uma mesura com o mesmo e dizendo:

Moço, não é assalto não, nem quero dinheiro não (mentira) é que meu irmão ta no souza aguiar, com bronquite, e eu não to dando de comprar fralda pra ele e queria que o senhor comprasse um pacote pra ele.

Então eu respondo:

No souza aguiar? Sério? meu tio é supervisor da ala pediátrica lá! A bronquite dele é crônica? Po vou fazer o seguinte, me diz o nome do seu irmão e mais ou menos onde ta a maca dele q vo falar com meu tio pra dar uma ajuda pra ele lá!

Mentira… só disse que não tinha dinheiro se continuei andando.

Ticous! Partiu bonde expresso pro inferno??


Momento de Inspiração

Maio 22, 2008

Diálogo mórbido:

- Quando morrer, doem meu corpo pra ciência.

- Porra, você sabe que esses estudantes de medicina ficam zoando os cadáveres. Vão pegar no seu pau, tirar foto e tudo mais… E o pior é que eles ainda são calouros!!!

- Cara, é a melhor chance que eu tenho de uma caloura pegar no meu pau…


Na aula de Cal”cú”lo 2

Maio 11, 2008

O ticous pode um professor que é mestre dos vagabundos, mas o meu é o mestre dos malandro,.

Tanto é que nessa sexta ele foi dar aula com seu traje habitual calça blusa e sandália, mas com um acessório novo dessa vez! Um mp3! Juro, ele ficou ouvindo ele a aula inteira. AH e durante a aula quando ele sentava ele malandramente pegava seu boné quadriculado e ficava brincando de jogar na sua cabeça! Tá certo que foi bem divertido ver ele fazendo isso, e olha que dessa vez eu até meio que entendi o que ele tava explicando! Supimpa!


O Tubo de Cola

Maio 8, 2008

Galera, na semana passada fui a uma outra entrevista de emprego… aí adivinha o que pediram pra eu fazer? Uma redação livre! Não tinha como não escrever sobre o tubo de cola!

O tubo de cola

Certa vez havia um tubo de cola em cima da mesa, nele havia os dizeres “cola POLAR”, muitos pensam que só por ser um tubo de cola ele não pensa ou sente, mas um dia consegui ouvir sua diminuta voz e ele me contou a sua história; os detalhes iniciais estão meio nebulosos mas o que vem a seguir é a mais pura ficção psicodélica quem minha mente pode imaginar.

Nós tubos de cola viemos da colalânida, que vocês humanos chamam de fábrica de cola, todos de uma família vivem como se fossem um só e na verdade no começo de nossa existência não pensamos muito, nosso único pensamento é girar e girar. Em certo momento da vida de todo colalândio somos arrancados, para não dizer escorridos, pra fora de nossa terra natal e somos inseridos nesses tubos. Nesse momento começam os nossos maiores sonhes e pesadelos.

Uma vez iseridos no tubo criamos uma simbiose com o mesmo, tal qual um ermitão e não podemos mais nos soltar por vontade própria, quando ocorre essa fusão começamos a ter pensamentos mais evoluidos, pois vemos muitas coisas e pessoas além de aos poucos entender o que as pessoas falam tambem; com isso dquirimos muita sabedoria pois por vezes ficamos anos e anos convivendo com vocês.

Agora, o nosso único problema são vocês humanos, pois vocês podem nos ensinar mas também vão nos matando lentamente, nos torturando, espremendo nossa essência para que ela vá se esvaindo aos poucos e ainda esfregam isso na nossa cara; para que pergunto eu, e a resposta é que só servimos para que seus papéis grudem uns nos outros.

A partir desse momento ele começou a dizer coisas inenarrávies e então fiz a única coisa que poderia fazer para dar paz a ele. Usei a última gota do tubo de cola.

É moçada acho que sei porque não consigo nenhum outro emprego….


A fada madrinha dos vagabundos

Maio 1, 2008

 

O que pode ajudar um aluno vagabundo? Um professor vagabundo!

Explico:

No primeiro período da faculdade, eu tive um professor que era vagabundo. A aula era horrível e era comum ele ignorar a matéria dele, que era álgebra linear, e falar de temas como “empadinhas”, “cinto de segurança” e “a lasanha da mãe dele” (é sério, esse assuntos realmente foram abordados na “”"”aula”"”"”). Para a prova, que era o grande temor (já que eu não conhecia a lasanha da mãe dele, então não tinha muito o que falar sobre), ele fez o seguinte: na aula anterior à prova, entregou uma outra prova pra gente e falou “eu dei essa prova na minha outra turma. A de vocês vai ser igual, mas como valores diferentes”. Não satisfeito, ele ainda resolveu a prova no quadro. E ele cumpriu o que falou; a minha prova foi rigorosamente igual, exceto os valores. Ótimo, passei em álgebra linear com média 9,5 sem aprender nada (9,5 porque eu errei uma conta. Na calculadora.).

Aqui vale um adendo: mais da metade da turma reprovou essa matéria. É… o pessoal se esforça.

Pois bem, isso é ser vagabundo, correto? É. Mas numa universidade pública SEMPRE é possível ser mais vagabundo. Eis que isso aconteceu ontem. E o nível de vagabundagem desse professor foi superado com folga.

Imaginem o máximo da vagabundagem que um professor pode atingir: O que eu imagino é algo do tipo “ele entra na sala e diz ‘ninguém precisa fazer prova e estão todos com 10′”. Ok, isso é utopia. Mas ontem aconteceu algo próximo:

O professor chegou na hora da prova e disse que a prova era com consulta. Até aí foi tranquilo, prova com consulta não é nenhum absurdo (acho até bem válido, pra falar a verdade), acontece as vezes. Ele se superou quando disse que a prova seria escolher 5 questões do livro e resolver.

Acho que vocês não entenderam… o professor não escolheu 5 questões do livro e fez a prova (também é comum os professores tirarem todas as questões do livro para uma prova). Ele falou para CADA UM escolher 5 questões e resolver, que isso seria a sua prova! Sendo que, nos 3 capítulos que eram da matéria da prova, deviam ter uns 50 exercícios, sendo alguns ridículos. Ele não se deu nem ao trabalho de fazer a prova! (Dizer que eu fiquei feliz pra cacete com isso seria desnecessário, certo?)

Ele é (bem) pago para trabalhar. E faz isso.

Esse cara é meu ídolo em termos de vagabundagem.


Garrafada

Abril 24, 2008

Passava hoje de manhã na rua, quando avistei um sujeito vendendo umas garrafas, com um líquido suspetíssimo. Eu ACHO que era mel. Pela coloração, poderia ser mel, xixi, óleo diesel, sangue de gnomo ou qualquer coisa similar. Mas aí eu fiquei me perguntando:

Quem diabos compra uma garrafa contendo um líquido estranho, sem qualquer rótulo ou referência, de um total desconhecido??? Isso está longe de ser a coisa mais inteligente do mundo.

Pra ser humilde, eu já fiz isso. Uma vez. Foi num carnaval em Recife.

Cheguei numa barraquinha que vendia bebidas (já um bocado alterado), e perguntei no que consistia um “drink” de nome “Pau do Índio”. A tia da barraca puxou uma garrafa que estava sob a bancada, com um líquido marrom e opaco,  parecendo água de esgoto, e com uns pedaços de galho dentro. No sei o que me deu naquela hora (acho que foi o álcool mesmo), mas eu pedi um. Não sei se tinha alguma droga ou se eu já estava torto o suficiente pra perder o paladar, mas o troço pareceu gostoso (sem trocadilhos, okay?). Tanto é que eu fui lá e comprei outro.

Lembro pouquíssimas coisas sobre esse dia, depois do “Pau do Índio”. Só sei que eu fiquei bêbado uns três dias, e não conseguia ler as coisas. As letras se embaralhavam e as palavras não se formavam. Eu realmente prefiro não saber o que havia naquele “drink” do inferno, só sei que não pretendo repetir a dose.

 

Ah, eu passei pelo sujeito que vendia o “”"mel”"” no fim da tarde, e ele não me pareceu ter vendido muita coisa.

Acho que bastante gente já passou o carnaval em Recife.


Rodízio

Abril 23, 2008

Poucas coisas são tão imbecis quanto um rodízio. Não, não estou falando que eu não vá e não goste de rodízios. Longe de mim! Ontem mesmo eu fui a um rodízio de pizzas, o que só aumentou a minha impressão pela coisa.

Se você paga 20 reais pra comer uma pizza, você come aquela pizza e fica satisfeito e feliz. Se você paga 20 reais num rodízio, você come umas 5 vezes a mais, fica passando mal de tão cheio, mas fica feliz com a sensação de “dever cumprido”.

Reparem: você tem a opção de comer socialmente, eventualmente praticar um pouquinho a sua gula com uma pizza particularmente gostosa, nada absurdo. Mas, a partir do momento em que você está pagando um preço fixo (normalmente alto), você se sente na obrigação de comer o máximo possível que seu corpo suporta, só pro rodízio “valer a pena”. Isso sim é um estupidez!

Aí você come até passar mal, e pede mais uma de calabresa com catupiry.


Expresso Inferno, sem paradas

Abril 19, 2008

Eu não acredito em Inferno, mas eu vou pra lá (metaforicamente falando). Tenho plena consciência disso. Não por ser uma pessoa má. Na verdade, acho que eu sou até razoavelmente bonzinho. Levanto para os velhos sentarem (mesmo não gostando deles), não chuto cachorros na rua nem nada parecido. Mas eu tenho um problema:

Eu rio de pessoas com problemas nas pernas. Gente manca, deficiente, coisas assim. Mas não por maldade, e sim por culpa do Monty Python, o clássico grupo inglês de humor non sense. Em particular, por causa dessa esquete:

 

Quero ver vocês olharem pra uma pessoa mancando na rua e não rirem loucamente.

Criei monstros!

Pelo menos terei compania no inferno…