Nada como estereotipar preconceituosamente um grupo específico. Ultimamente veio tentando quebrar esses preconceitos, mas hoje, ao constatar alguns preconceitos, vi que, na verdade, eles são pós-conceitos. Explico:
Descia eu pelas rampas da UERJ, e comecei a reparar nos tipos e estilos de pessoas dos andares. É impressionante como os estereótipos clássicos se enquadram! É claro que sempre há exceções à regra, mas, em geral, ela se aplica muito bem.
Exemplificando:
9º andar – Esse andar é um pouco mais heterogêneo, em função da presença de cursos bem diversificados (filosofia, sociologia, educação física). Mas é bem fácil determinar de que curso as pessoas são. Havia basicamente 2: o pessoal “tô aí pra fumar uma maconha e criticar o Lula” e o pessoal “não quero estudar, então vim pra cá dizer que jogar bola é trabalho (mas eu não sou bom o suficiente pra alguém me pagar milhões de Euros e me mandar jogar na Europa)”. Não preciso dizer qual curso vai pra qual estereótipo, certo?
8º andar – Esse andar em particular não possui um estereótipo, em boa parte por seus cursos não serem totalmente definidos. Nesse andar residem cursos da área economico-administrativo (e seus similares). Alguém por acaso vê alguém na rua e pensa “A-há! Esse é administrador!”???
7º andar – Direito. Um clássico. Pessoas de terninho, tailleur, roupa social de maneira geral. Quase todas com cara de besta e querendo tirar onda. Eles peidam cheiroso, não fazem cocô e são os melhores do mundo. Um típico andar esnobe de curso com patrocínio externo. Um universo a parte de uma realidade.
6º andar – Informática, matemática, estatística. Isso sim é um estereótipo! Nerds, pessoas estranhas, metaleiros, Otakus (pessoal viciado em mangás, animês, coisas de japonês em geral), pouquíssimas mulheres, menos mulheres ainda como ALGUM atrativo, e nerds metaleiros estranhos viciados em coisas japonesas. Muita roupa preta, camisa de banda, homens com cabelo grande, mulheres com cabelo estranho, e pessoas com cara de que não tem qualquer perspectiva de fazer sexo (não-pago e não-virtual) pelos próximos 19382 anos. Volta em meia rola uma partida de RPG no hall. As vagas são disputadíssimas!
5º andar – Engenharia. Pessoal fanfarrão. A maior parte está lá pra ir pras chopadas, encher a cara, tirar onde de que faz engenharia (mesmo ainda fazendo cálculo 1 no nono período) e pegar mulher. Muita bermuda (florida, quadriculada, a estampa da moda), camiseta pra exibiar os músculos (porque eles não estudam e tem tempo pra malhar), chinelo, galera fumando e jogando sueca. Só não rola uma cerveja porque a venda é proibida dentro da faculdade.
3º andar – Física. Andar também com 2 grupos diferentes, mas por motivos diferentes do 9º andar. Uma parte segue a linha do andar de engenharia, mas é ainda mais fanfarrão porque nem conseguiu passar no vestibular pra engenharia e acabou na física mesmo, porque é mais fácil. A outra parte, que realmente quer fazer física (alguém REALMENTE que fazer física?!), segue a linha do 6º andar.
É claro que os outros andares também têm sua diversão, mas paro por aqui antes de apanhar dos alunos revoltados. Porque aluno da UERJ adora fazer uma revolta por coisa pequena.