Garrafada

Abril 24, 2008

Passava hoje de manhã na rua, quando avistei um sujeito vendendo umas garrafas, com um líquido suspetíssimo. Eu ACHO que era mel. Pela coloração, poderia ser mel, xixi, óleo diesel, sangue de gnomo ou qualquer coisa similar. Mas aí eu fiquei me perguntando:

Quem diabos compra uma garrafa contendo um líquido estranho, sem qualquer rótulo ou referência, de um total desconhecido??? Isso está longe de ser a coisa mais inteligente do mundo.

Pra ser humilde, eu já fiz isso. Uma vez. Foi num carnaval em Recife.

Cheguei numa barraquinha que vendia bebidas (já um bocado alterado), e perguntei no que consistia um “drink” de nome “Pau do Índio”. A tia da barraca puxou uma garrafa que estava sob a bancada, com um líquido marrom e opaco,  parecendo água de esgoto, e com uns pedaços de galho dentro. No sei o que me deu naquela hora (acho que foi o álcool mesmo), mas eu pedi um. Não sei se tinha alguma droga ou se eu já estava torto o suficiente pra perder o paladar, mas o troço pareceu gostoso (sem trocadilhos, okay?). Tanto é que eu fui lá e comprei outro.

Lembro pouquíssimas coisas sobre esse dia, depois do “Pau do Índio”. Só sei que eu fiquei bêbado uns três dias, e não conseguia ler as coisas. As letras se embaralhavam e as palavras não se formavam. Eu realmente prefiro não saber o que havia naquele “drink” do inferno, só sei que não pretendo repetir a dose.

 

Ah, eu passei pelo sujeito que vendia o “”"mel”"” no fim da tarde, e ele não me pareceu ter vendido muita coisa.

Acho que bastante gente já passou o carnaval em Recife.


Rodízio

Abril 23, 2008

Poucas coisas são tão imbecis quanto um rodízio. Não, não estou falando que eu não vá e não goste de rodízios. Longe de mim! Ontem mesmo eu fui a um rodízio de pizzas, o que só aumentou a minha impressão pela coisa.

Se você paga 20 reais pra comer uma pizza, você come aquela pizza e fica satisfeito e feliz. Se você paga 20 reais num rodízio, você come umas 5 vezes a mais, fica passando mal de tão cheio, mas fica feliz com a sensação de “dever cumprido”.

Reparem: você tem a opção de comer socialmente, eventualmente praticar um pouquinho a sua gula com uma pizza particularmente gostosa, nada absurdo. Mas, a partir do momento em que você está pagando um preço fixo (normalmente alto), você se sente na obrigação de comer o máximo possível que seu corpo suporta, só pro rodízio “valer a pena”. Isso sim é um estupidez!

Aí você come até passar mal, e pede mais uma de calabresa com catupiry.


Expresso Inferno, sem paradas

Abril 19, 2008

Eu não acredito em Inferno, mas eu vou pra lá (metaforicamente falando). Tenho plena consciência disso. Não por ser uma pessoa má. Na verdade, acho que eu sou até razoavelmente bonzinho. Levanto para os velhos sentarem (mesmo não gostando deles), não chuto cachorros na rua nem nada parecido. Mas eu tenho um problema:

Eu rio de pessoas com problemas nas pernas. Gente manca, deficiente, coisas assim. Mas não por maldade, e sim por culpa do Monty Python, o clássico grupo inglês de humor non sense. Em particular, por causa dessa esquete:

 

Quero ver vocês olharem pra uma pessoa mancando na rua e não rirem loucamente.

Criei monstros!

Pelo menos terei compania no inferno…


O bom e velho estereótipo

Abril 16, 2008

Nada como estereotipar preconceituosamente um grupo específico. Ultimamente veio tentando quebrar esses preconceitos, mas hoje, ao constatar alguns preconceitos, vi que, na verdade, eles são pós-conceitos. Explico:

Descia eu pelas rampas da UERJ, e comecei a reparar nos tipos e estilos de pessoas dos andares. É impressionante como os estereótipos clássicos se enquadram! É claro que sempre há exceções à regra, mas, em geral, ela se aplica muito bem.

Exemplificando:

9º andar – Esse andar é um pouco mais heterogêneo, em função da presença de cursos bem diversificados (filosofia, sociologia, educação física). Mas é bem fácil determinar de que curso as pessoas são. Havia basicamente 2: o pessoal “tô aí pra fumar uma maconha e criticar o Lula” e o pessoal “não quero estudar, então vim pra cá dizer que jogar bola é trabalho (mas eu não sou bom o suficiente pra alguém me pagar milhões de Euros e me mandar jogar na Europa)”. Não preciso dizer qual curso vai pra qual estereótipo, certo?

8º andar – Esse andar em particular não possui um estereótipo, em boa parte por seus cursos não serem totalmente definidos. Nesse andar residem cursos da área economico-administrativo (e seus similares). Alguém por acaso vê alguém na rua e pensa “A-há! Esse é administrador!”???

7º andar – Direito. Um clássico. Pessoas de terninho, tailleur, roupa social de maneira geral. Quase todas com cara de besta e querendo tirar onda. Eles peidam cheiroso, não fazem cocô e são os melhores do mundo. Um típico andar esnobe de curso com patrocínio externo. Um universo a parte de uma realidade.

6º andar – Informática, matemática, estatística. Isso sim é um estereótipo! Nerds, pessoas estranhas, metaleiros, Otakus (pessoal viciado em mangás, animês, coisas de japonês em geral), pouquíssimas mulheres, menos mulheres ainda como ALGUM atrativo, e nerds metaleiros estranhos viciados em coisas japonesas. Muita roupa preta, camisa de banda, homens com cabelo grande, mulheres com cabelo estranho, e pessoas com cara de que não tem qualquer perspectiva de fazer sexo (não-pago e não-virtual) pelos próximos 19382 anos. Volta em meia rola uma partida de RPG no hall. As vagas são disputadíssimas!

5º andar – Engenharia. Pessoal fanfarrão. A maior parte está lá pra ir pras chopadas, encher a cara, tirar onde de que faz engenharia (mesmo ainda fazendo cálculo 1 no nono período) e pegar mulher. Muita bermuda (florida, quadriculada, a estampa da moda), camiseta pra exibiar os músculos (porque eles não estudam e tem tempo pra malhar), chinelo, galera fumando e jogando sueca. Só não rola uma cerveja porque a venda é proibida dentro da faculdade.

3º andar – Física. Andar também com 2 grupos diferentes, mas por motivos diferentes do 9º andar. Uma parte segue a linha do andar de engenharia, mas é ainda mais fanfarrão porque nem conseguiu passar no vestibular pra engenharia e acabou na física mesmo, porque é mais fácil. A outra parte, que realmente quer fazer física (alguém REALMENTE que fazer física?!), segue a linha do 6º andar.

É claro que os outros andares também têm sua diversão, mas paro por aqui antes de apanhar dos alunos revoltados. Porque aluno da UERJ adora fazer uma revolta por coisa pequena.

 


Na aula de cal”cú”lo

Abril 15, 2008

Ontem a noite estava eu, na faculdade, para mais uma excitante aula de cálculo 3. Quem já fez, ou faz sabe a merda que é assistir uma aula dessas.

Pra variar não tava entendendo lhufas.

A propósito meu professor de cálculo é um negão de uns 1,80 forte pra caralho, e que só tem uma roupa, uma blusa preta, sandalias havaianas e uma calça, tipo nunca ia imaginar um professor de cáculo com essa descrição, vai ver por isso que auala dele é uma merda pra mim, ele não cai no esterótipo que eu tenho de professor de cálculo.

Voltando.

Então me vira uma daquelas garotas que gosta de dar pro professor, tb né acho que se eu fosse mulher também iria querer dar pra ele, não que o fato de eu ser homem impedisse qualquer coisa….

Prosseguindo, ela vai e faz uma pergunta pro porfessor, então cutuco o meu amigo que estava à minha frente e digo: “Cara, eu não sei se ela é inteligente ou muito burra, porque essa pergunta não ta me parecendo difícil, mas como eu não sei nada da matéria…”

E assim vão se caminhando meus dias na aula de cálculo…


A verdade por trás do Cocrete

Abril 11, 2008

Senhores, hoje eu fiz uma besteira. Venho, por meio deste post, compartilhá-la com vocês.

Como uma boa quinta-feira, hoje teve croquete aqui em casa. E eu passo na cozinha, justamente na hora em que ele estava sendo preparado. Parei pra prestar atenção. Essa foi a besteira.

É sério, o processo é um bocado nojento. Pra começar, os ingredientes:

O de hoje (a variação dos ingredientes é um pré-requisito fundamental para um bom croquete de resto) tinha salsicha, bife à milanesa, ovo, batata, carne moída… e aí eu parei de ver.

Isso tudo foi triturado, e formou-se uma pasta nojenta, que parecia já semi-digerida. A própria carne moída eu já acho nojenta por sí só.

Depois a parte tranquila: fazer os bolinhos, botar o ovo e farinha e fritar. Mas esse começo do processo realmente me assustou. Essa imagem da pasta semi-digerida está grudada na minha mente.

Acho que não vou conseguir comer croquete por uns tempos. Como quando eu assisti um documentário que mostrava como se faz linguiça. Assutador.


E eis um nome!

Abril 7, 2008

Esse post é para acabar com o mistério que ronda o nome desse blog. Muito vem se especulando. As teorias vão desde “piada de bêbado” até “um anagrama satânico”. Pois desculpe estragar vossa diversão, mas é mais simples que parece:

Ele é exatamente o que ele diz.

Sem piadas. Sem anagramas. Sem vender a alma pro capeta por uma coxinha (sem catupiry), um copo de guaraná Sendas e 3 mariolas.

E, ao precisar de um nome para o blog (estranho, impactante, divertido, tudo ao mesmo tempo), esse logo veio a mente e foi facilmente aceito.

Num dia da semana anterior ao nascimento do blog, esse foi o almoço aqui em casa. Sim, croquete. Sim, de lasanha. Você entendeu direito.

Explicando – Aqui em casa, é bem comum ter croquete. Aquele lance de não desperdiçar nada, reaproveitar porque tem gente morrendo na África e toda aquela lenga-lenga à la ong de maconheiro. Não vou questionar isso, porque eu até acho um lance bacana.

Normalmente, o croquete é feito com aquela carne que sobrou do fim de semana, e nego ficou enrolando pra comer e tudo mais. Lá pra quinta-feira, ela vira croquete. E eis que, num determinado dia, eu vi isso acontecer com, nada mais, nada menos, que lasanha! Não ficou exatamente com gosto de croquete, mas não também não foi exatamente uma lasanha… mas ficou bom.

Mal posso esperar o que me aguarda na próxima semana! Um quibe de feijão?! Um suco de queijo?! Doce de espinafre?!

Sorte minha que eu quase não almoço mais em casa…


Velha + Maquiagem = Palhaço Carequinha

Abril 3, 2008

Outro dia enquanto enrolava pra levantar uns supinos na academia, comecei a reparar nas velhas. Meu primeiro questionamento foi:

Por que diabos elas malham?!?! Uma crochê em ponto-de-cruz ou uma cruzadinha particularmente difícil já não são emoção forte o suficiente pra elas??

Mas uma velha me chamou a atenção em particular. Ela usava toneladas de maquiagem. Mesmo. Parecia um Pikachu, de tão rosa que estavam suas bochechas. E ela ainda “malhava” de top! (peraí que vou ali vomitar e já volto…)

“Malhava” porque ela pegava uns 2 quilos no aparelho mais fácil e ainda pedia ajuda do professor. Eu sou fraco, mas ela abusa. Isso que é osteoporose! (eu sei que “osteoporose” não tem a ver com músculos)

Mas o que eu fiquei pensando, foi “Tá, ela tá usando maquiagem pra cacete pra esconder rugas e pés-de-galinha pra não parecer velha. E agora, além de velha, tá parecendo uma palhaça“.

Pessoal, envelhecer é uma coisa natural! Parecer o palhaço Carequinha,  não.

A menos que você ganhe a vida no circo. Aí tá liberado.

Deu pra reparar que eu não gosto de velhos?

Deu pra reparar que eu não sei conjugar o verbo “maquiar”?


1º de Abril

Abril 2, 2008

Como todos sabem ontem foi dia 1º de abril, e sem dúvida alguma o melhor “trote” pra mim foi o seguinte:

Meu irmão chega na hora do almoço em casa, com aquela cara de derrotado.

Eu: - Tudo bem?
Ele: – Tive uma prova.
- Sério? mas você se deu bem?
- Aham.
- Então porque essa cara aí?
- É que foi prova surpresa, meu professor chegou na sala, mandou todo mundo sentar e disse que ia ter a prova, todo mundo reclamou e ele disse que como já tinha dado todo o conteúdo ele podia dar a prova se ele quisesse. Todo mundo foi e fez a prova, quando todos entregaram as provas, ele pegou elas e rasgou, pessoal ficou como né, porra prova surpesa e ele ainda vai e rasga… então ele diz: 1º de abril!

Nem preciso dizer que nessa hora cai na gargalhada, meu irmão puto com o professor, mas tipo o cara foi excelente! Não trabalhou e ainda sacaneou umas 30 cabeças de uma vez só! Fenomenal!!!