Pequenas alegrias

Novembro 22, 2008

Caros leitores, amigos, colegas e completos estranhos, hoje me aconteceu uma coisa fantástica! Havia eu comigo um biscoito (vocês verão o quanto isso é importante mais na frente), e pouco depois fui ao banheiro para mijar (porque homem não faz xixi). Ao observar a massa urinária escorrendo num perfeito movimento parabólico, instintivamente dei uma bela cusparada mirando o centro do vaso (hábito que eu cultivo há anos). Não mirei no fluxo da uréia, mas o acertei displicentemente. As vezes isso acontece, mas não há efeito perceptível, pois a saliva se dissolve no xixi e nada de interessante é observado. Contudo, como o cuspe foi grosso e escuro pro causa do biscoito (eu avisei!), dessa vez deu para ver nitidamente a massaroca marrom indo pelo fluxo da urina, como um barquinho seguindo um rio dourado! Foi lindo! Emocionante! Foi uma das coisas mais maneiras que eu já fiz!!!

Fiquei tentando acertar de novo, mas não consegui e o xixi acabou. Mas durante aqueles 0.13 segundos, eu fiquei honestamente feliz, como poucas vezes na minha vida.


Pegar coisas para gordos

Novembro 13, 2008

gordo1Eu estava outro dia num museu aqui da Albânia (sim, existem!) e uma pessoa bastante gorda (sim, existem!) deixou o bilhete de entrada dela cair. Percebi que, devido à aberração que era sua “cintura”, tal paquiderme jamais alcançaria o bilhete. Eis que me indago, por um par de segundos, se deveria ou não abaixar e pegar o bilhete. As seguintes questões me passaram pela cabeça:

1. Se me abaixo e pego o bilhete estou impedindo um gordo de fazer exercícios
2. Se me abaixo e pego o bilhete estou incentivando um gordo a ser gordo, pois estou dando a eles comodidades que outros não tem.
3. Se me abaixo e pego o bilhete estou considerando que um gordo é um incapaz
4. Se me abaixo e pego o bilhete estou fazendo algo parecido com ajudar cegos na rua, ou seja, estou tratando o gordo como um deficiente físico.
5. Se me abaixo e pego o bilhete estou fazendo uma boa ação e, de acordo com a “teoria da volta”, isso me afasta do céu.

Deixei lá a gorda olhando para o bilhete, com cara de quem olha para uma coxinha de catupiry engordurada, e para mim, com cara de quem olha para uma salada de alface. Ela não entendeu, com seu cérebro desproporcional para o tamanho do corpo, que tudo o que eu fazia era ajudá-la. Que o fato de não pegar o bilhete era um grito de libertação para esse grupo aviltado constantemente pelas pessoas preconceituosas, gordofóbicas e pelos livros de dieta.

Sorte que era só gorda, e não cigana, caso contrário eu agora estaria amaldiçoado.


Métodos para desenvolvimento de câncer

Novembro 8, 2008

100_35952

 

Na foto vemos:

 

Molho de páprica, tomate e alho

Molho de queijo e pimenta

Guacamole

 

Doritos sabor Chili

 

Cerveja Leffe “Ruby” Frutas Vermelhas

 

Esse foi mais um serviço de utilidade pública Cocrete de Lasanha®


Finge que doeu!

Novembro 5, 2008

Já repararam que quando alguém fica exposto a uma situação extremamente ridícula, ninguém sacaneia essa pessoa se a mesma demonstra estar sentido dor? Pois é… isso faz parte do acordo social implícito “se doeu, não pode zoar”. E como a minha vida seria mais fácil seu tivesse aprendido isso mais cedo.

Uma vez, na segunda série, eu fui comprar um salgado e um refrigerante no recreio. Começo do ano, turma nova, muita gente nova no colégio… aquela coisa.  E era começo do recreio, fila da cantina bombando, e eu saio vitorioso da turba de crianças desvairadas com meu joelho e minha Coca em mãos. Até aí, tudo excelente. Até que, ao sair da área da cantina, eu não vi um degrauzinho que não tinha nem 10 cm, mas que foi suficiente pra me render anos e anos de trauma. Eu, que segundos antes estava resplandescente como um cavaleiro vitorioso após uma batalha, jazia no chão, com o salgado amassado embaixo de mim e com a Coca espalhada por todo o uniforme. E na hora eu ainda dei uma de machão, levantei em 0,26 segundos como se nada tivesse acontecido (é, ter 300mL de refrigerante espalhado no uniforme é normalzão, faço isso direto) e fui pro banheiro me lavar. Obviamente eu fui motivo de chacota no colégio até o dia da minha formatura, mas isso tudo poderia ter sido evitado se eu tivesse fingido que estava doendo (e estava mesmo! Nem seria mentira), ao invés de dar uma de machão. A inexperiência é uma merda.

Pois você, caro leitor, que ainda não conhecia o poder desse fato, agora pode jogar com as regras sociais. Peidou no primeiro encontro? Cagou fedido no ônibus da excursão? Estava imitando o chefe e ele chegou por trás? FINJA QUE DOEU!!! Todas as suas merdas serão automaticamente anuladas. Há quem diga até que isso já foi usado como álibi pra crime.


Ser gordo é doença?

Novembro 3, 2008

Ontem eu estava num ônibus quando entrou uma tia gordinha (reparem como eu sou gentil e utilizo eufemismos. Aquela tia deixou de ser gordinha há uns 30 quilos), e ela foi sentar direto num daqueles bancos com o apoio pintado de vemelho, destinados a deficientes, idosos, gestantes, etc. Reparem bem: o ônibus estava vazio (tinha alguns lugares duplos vagos), esses bancos “especiais” são menores e mais apertados, e ela foi justamente pra um desses (normalmente as tias gordas vão pro meu lado. É sério, parece que eu tenho um ímã de gordo! Ainda bem que dessa vez foi diferente). Aí eu me questionei se ela tinha direito àquele banco. Parece que ser gordo é doença só quando é conveniente (ou não, já que o banco “especial” é apertado).

E pra vocês não falarem que é “gordofobia” da minha parte; ela sentou e sacou um pacote de biscoitos bem gordurosos da bolsa. Como eu sei que os biscoitos eram gordurosos? Simples: o pacote estava transparente.

Eu desci antes dela. Não sei se ela entalou ou se conseguiu sair do banco.