Aproveitando o ensejo criado sobre homossexualismo e cinta-cacete, vou botar aqui um tema para discussão, que surgiu na faculdade. Imaginem a seguinte situação:
Um sujeito está com uma mulher e, em um dado momento, ela “veste” uma cinta-cacete e introduz o pênis inorgânico no ânus do referido sujeito.
Esse sujeito pode ser caracterizado como homossexual? Levem em consideração o fato de ser uma mulher que está introduzindo o objeto fálico e de que o pênis em questão é inorgânico.
Opinem!
Maio 15, 2009 às 4:18 am |
caraca, tá aí uma bela questão! po eu acho q só com essa situação nao da pra saber. acho q ta mais em porque ele ta fazendo isso (ou tá deixando fazerem). se ele se interessa por mulheres, ta fazendo isso por curiosidade e jamais faria o mesmo com um homem e um penis de verdade daí acho q ele é só um heterossexual excentrico. Se ele preferiria que aquilo fosse um penis de verdade, que fosse um homem no lugar da mulher, ta só quebrando o galho com ela pq nao tem um macho e fica até com certo nojinho, dai ele é uma bicha. agora, se tanto faz só o q importa é o prazer, aí ele se encaixa naquelas outras categorias tipo bi, pan etc etc.
Maio 15, 2009 às 4:39 am |
And once again Mr. Ticous expõe suas próprias experiências traumáticas como sendo exemplos de “outros” ou questões que “surgiram” em alguma conversa por aí…
Maio 15, 2009 às 12:05 pm |
Pois é, Bernardo. Avisem ao Ticous que isso é um blog de humor, e não consultório de terapia. Será que Freud explica?
Quanto a questão levantada, o sujeito não teve escolha, não podemos dizer que se trata de ‘opção sexual’…então ele é homossexual-não-consentido.
Maio 15, 2009 às 3:40 pm |
A Admiradora blábláblá colocou uma questão importante: foi ou não foi sexo parcialmente consentido?
Maio 15, 2009 às 5:38 pm |
diria que absolutamente consentido
Maio 15, 2009 às 8:03 pm |
só digo o seguinte
GAY GAY GAY GAY GAY GAY GAY GAY GAY GAY GAY GAY GAY GAY GAY GAY GAY GAY GAY GAY
Maio 16, 2009 às 2:16 am |
Acho que isso pode ser analisado de dois modos:
É socialmente instituído que um homem que tem algo inserido em seu ânus é viado (claro que toda regra tem sua exceção, e essa não é diferente. No caso do exame de próstata essa regra não vale. É claro que ela passa a valer se o exame é feito com uma freqüência superior a uma vez a cada três meses).
Em contrapartida, analisando denotativamente o termo “homossexual” – que quer dizer que um indivíduo pratica intercurso sexual com outro de mesmo gênero – não nos é permitido afirmar que o sujeito em questão é homossexual, já que ele está fazendo sexo com uma mulher, e não com outro homem.
É uma questão altamente complexa, e acredito que o ambiente universitário, onde as pessoas possuem a mente aberta, é mais do que indicado para que ela seja debatida.
Ou não.
P.s.: eu não tenho nenhuma restrição ao sexo parcialmente consentido envolvendo a minha pessoa. Desde que não envolva meu ânus e outro homem, é claro.
Maio 16, 2009 às 2:35 am |
Argumentação bem feita, caro Ticous. Houve pesquisa de campo?
Maio 16, 2009 às 2:43 am |
eu poderia tirar meu camarada dessa situação vexatória dizendo que realmente a discussão existiu, que não foi algo criado por suas experiências passadas… mas … prefiro apenas rir e assoprar heuhauha
Maio 16, 2009 às 2:49 am |
Nem toda teoria é baseada em conhecimentos empíricos. Nesse caso, essa teoria é 100% indutiva.
Mas assoprar enquanto se tem uma crise de riso é, certamente, das coisas mais insanas e divertdas que existem!
Maio 16, 2009 às 3:13 am |
Essa teoria é 100% indutiva? Hehe, bela resposta. Respondeu de forma cientificamente elegante que realmente aconteceu com você, afinal a indução é o método que pretende transformar um número limitado de percepções e informações baseadas na experiência em teorias gerais.
Maio 17, 2009 às 5:02 am |
O método indutivo se baseia em observações e questões, e no desenvolvimento de leis e relações através da elaboração mental, e não da vivência empírica. Essa era justamente a piada.
Maio 17, 2009 às 5:41 am |
Leis só podem ser formuladas através de elaborações mentais, por isso trata-se de teorização. Agora, o método indutivo não descarta, por definição, as experiências. Sou obrigado a citar no Cocrete Francis Bacon, sem dúvida um dos filósofos que mais avanços trouxe ao método indutivo? Vai lá:
“Resta-nos um único e simples método, para alcançar os nossos intentos: levar os homens aos próprios fatos particulares e às suas séries e ordens, a fim de que eles, por si mesmos, se sintam obrigados a renunciar às suas noções e comecem a habituar-se ao trato direto das coisas” (p. 13 da minha edição).
É claro que ele está falando de um movimento de generalização teórica, mas pautada pela experiência, afinal o cientista se debruça (de bruços, em alguns casos) necessariamente sobre a realidade, parte do mundo da empiria, o mundo das coisas. Algo muito diferente é associar o indutivismo à pessoalidade ou à subjetividade. Por isso esses filósofos vão criar inúmeros mecanismos de controle para as experimentações.
Essa era justamente a contra-piada.
E não se trata de modo algum, como você falou aí, de levantamento de “questões” (de observações sim). Isso é o dedutivismo mais elementar.
Maio 17, 2009 às 5:42 am |
Ah sim, o livro do Bacon é o Novum Organum, claro.
Maio 17, 2009 às 1:17 pm |
Você não pode citar o Bacon atualmente. Com a gripe suina, ninguém mais está aceitando os argumentos dele.
Ok. Que se foda a bicha do Bacon e a porra toda, o que importa é que eu não tive uma piroca de plástico na minha bunda.
E tenho dito.
E você não deu a sua opinião sobre o tema.
Maio 17, 2009 às 1:59 pm |
E orgânica??? Hein, hein?
(não podia perder a deixa)
Maio 18, 2009 às 12:12 am |
A questão com pênis orgânico não está em questão. Até porque não tem questão, nesse caso só poderia ser viadagem mesmo.
E não, nenhum tipo de pênis na minha bunda, ok? Sem se animar com a cinta-cacete, senhorita!
Maio 18, 2009 às 12:46 am |
Acredito que pelo debate ocorrido aqui, chegamos a conclusão que homossexualismo e viadagem são coisas completamente diferentes e devem ter seus significados dissociados. Mas para que haja a plenitude desta dissociação, resta sabermos se pode haver homossexualismo sem viadagem.
Imaginem a seguinte situação:
Um homem mantem relações peno-anais com um homem disfarçado de mulher, sem que o primeiro perceba e crie um sentimento pelo próximo. Seria o cidadão nº1 homossexual sem ser viado?
Maio 18, 2009 às 4:43 am |
O cara sentir prazer sendo enrabado faz dele, pelo menos, bissexual. A questão da organicidade do pênis é o de menos e o fato de ser uma mulher possivelmente demonstra apenas certo medo em ser taxado de GAY GAY GAY GAY pela sociedade. Podemos talvez apontar que ele tenha TENDÊNCIAS homossexuais. Ou a famosa bicha enrustida, como diriam alguns.
E, porra, caio, o maluco tá comendo o cu e não se da nem conta de quem ele tá ali sodomizando? O maluco é imbecil antes de tudo. Aposto que pegou Aids.
Maio 19, 2009 às 2:59 am |
Agora sim a discussão está ficando interessante!
Esse tipo de questão que o Caio levantou sempre me tira o sono. E não pensem que é uma questão meramente hipotética. Aconteceu de verdade. Não comigo, é claro.
Saiu há 1 ou 2 anos uma reportagem num desses veículos bizarros de informação que um cara estava noivo de um “mulher”, mas descobriu que ela tinha um brinquedinho. Parece que o principal problema é que o dela era maior que o dele, por isso o noivado encontrou seu fim.
Maio 19, 2009 às 3:13 am |
haha, isso é Reporter Bêbado!
ouçam aqui: http://www.nigelgoodman.com/reporter-bebado-7
Maio 19, 2009 às 7:24 pm |
papo de viado… cês são bicha, mano?
Maio 20, 2009 às 2:44 pm |
Ô! Finalmente alguém fez a pergunta que realmente importa…