Bigode, o último bastião da moda masculina

Junho 25, 2009

O bigode, que já foi um dos simbolos máximos da masculinidade, atualmente é altamente vilanizado. Há uma certa “porteirização” dos bigodes, já que esses, em geral, são usados somente por porteiros, faxineiros e afins (classes essas notoriamente másculas, deve-se salientar).

O que ninguém avalia é a injustiça social que é feita com os homens ao negar-lhes o uso dos pelos supra-bucais. As mulheres possuem inúmeros acessórios e opções de roupa, como vestidos, calças, bermudas, sapatos, sandálias, bolsas, brincos, adornos de cabeça, etc, etc, etc… (notem que todos os itens estão no plural, pra demonstrar que cada um deles ainda possui inúmeros subgrupos). Os homens não. Homem só varia entre calça e bermuda, camisa de botão e camiseta, sapato e tênis. E o cabelo também não tem muita variação não, como os infinitos penteados de bolo-de-noiva das mulheres.

E eis que você, leitora incauta, vai contra-argumentar “mas é um mundo moderno, existem os metrossexuais, que usam saia-masculina, calcinha-masculina, fazem cortes de cabelo moderninhos, usam sandalinha da moda…” Chega, chega! Eu to falando MACHO, cacete!

Reparando em fotos de uma galera das antigas, dá pra ver que as variações de barba e bigode eram fartas, já que eles tinham ainda menos opções de roupas. Mas a sociedade ainda era machista, os homens que mandavam, eram os alfaites que faziam as roupas, não tinha um bando de estilista viadinho dizendo que tipo de roupa escrota nego deveria usar. Então nego usava o bigode e a barba do jeito que bem queria. Ahhh os bons tempos barbais! Tinha a barba-sem-bigode do Abrahan Lincoln, o bigode-costeleta de Dom Pedro, o farto cavanhaque bodão e a clássica barba boladona. E, é claro, o tão apreciado bigode.

E é por isso tudo já exposto aqui que eu venho em prol desse simbolo masculino supremo lançar a campanhar de reglamourização e aceitação social do bigode! Barbas, bigodes e afins são o único tipo de adorno que um homem pode (e deve) usar – com exceção dos chapéus, é claro – , então eles devem ser aceitos!

Por uma total liberdade barbal para os homens!

E para as mulheres também.


Se espelhando em ídolos

Junho 16, 2009

Estão lembrados do Conrado? Pseudo-ator, pseudo-cantor e profissional na arte do fracasso? Se não lembram, vale uma rapidinha:

  • Conrado tentou a carreira de cantor. Falhou miseravelmente.
  • Em seguida, Conrado tentou ser ator. Fez uns filme com os trapalhões e, advinhem?!?! Mega fail! (segundo a gíria do momento).
  • Conrado, enfim, tem um mérito! Pega a (gostosíssima) Andréia Sorvetão e se casa com ela!
  • Tudo volta ao normal: Andréia Sorvetão se separa de Conrado.

Mas, na verdade, esse post não é para falar sobre o nosso ilustre e querido Conrado. É lindo quando uma pessoa se espelha em um ídolo para desenvolver na total plenitudade a sua cuzonice (ato ou habilidade de ser cuzão). Dessa forma, é possível afirmar que temos em Dado Dolabella o Conrado atual!

E comprovando a mística e o clichê, o discípulo supera o mestre.


Um “A” a mais não faz diferença

Junho 5, 2009

Dia desses eu estava ajudando uma moça a fazer uma coisa, e ela me soltou a seguinte pérola: “me acorrige se eu estiver fazendo errado”. Bem, moça… você já começou errado, mas deixa pra lá. Contudo, isso me fez perceber que há um padrão nos erros. É bem comum a errônea alocação desse A na frente de palavras. Alguns exemplos:

Há o clássico “amostrar”, mas a esse ainda pode se dar algum crédito, já que existe a palavra amostra (embora eu tenha visto na internet que amostrar também já é aceito). Em um episódio dos Simpsons, Cletus, o caipiria, fala “Eu atorci meu cotovelo…” (embora a dublagem brasileira dos Simpsons não mereça nenhum crédito, pois já traduziu “peaches” como “ervilhas” e já mandou um sonoro “chapéis”, dentre outros).

Acho impressionante a capacidade que o povo brasileiro tem de errar dificultando o português! Ou alguém discorda que “estrombo” é muito mais difícil de falar do que “estômago” ou que “probrema” enrola a lingua muito mais que “problema”? Botar uma letra a mais nas palavras só comprova isso.